Sucessão
Leonardo Valesi Valente
Montes Claros, 23 de novembro de 2008.
O tempo esqueceu-se
De moldura
Acabou corrompido
Que antes vigorava
Reforços em gavetas fechadas
Quis dar tino
Ao escapamento
Que ligeiro remolda
Toda vida de perder-se
Assim com o tempo seguindo
O fim menos dito que talvez temos
Ainda que abrir-se
Fosse alargá-lo em algo remendo
De fazer uma curva
Dar fineza e afeto
À revolta de partir para o esquecimento
O tempo não nos deixou sentido
Enquanto houve espera
Um rumo trouxe aceite
Depois tudo retomou melindre
Que de sossego fez sonho findo
Para poesia vida desaparecer
O medo que de andante
Pudemos abandonar no tempo quisto
Véspera antiga da poesia
Mais chegou inabitável
Passageira é outra rima fora de encontro
O tempo culmina quando não espreita
E sozinhos desfaçamos paradas
Quando aprendido é intervalo de abertura
Nosso manejo das gavetas
Para onde migramos calados

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