Home Data de criação : 07/02/01 Última atualização : 08/11/23 12:42 / 485 Artigos publicados
 

Prosseguir ao fim que caminha de nós  (Algo Meu e Seu) escrito em domingo 23 novembro 2008 12:42

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sucessão

Leonardo Valesi Valente
Montes Claros, 23 de novembro de 2008.




O tempo esqueceu-se
De moldura
Acabou corrompido
Que antes vigorava
Reforços em gavetas fechadas

Quis dar tino
Ao escapamento
Que ligeiro remolda
Toda vida de perder-se
Assim com o tempo seguindo
O fim menos dito que talvez temos

Ainda que abrir-se
Fosse alargá-lo em algo remendo
De fazer uma curva
Dar fineza e afeto
À revolta de partir para o esquecimento

O tempo não nos deixou sentido

Enquanto houve espera
Um rumo trouxe aceite
Depois tudo retomou melindre
Que de sossego fez sonho findo
Para poesia vida desaparecer
O medo que de andante
Pudemos abandonar no tempo quisto

Véspera antiga da poesia
Mais chegou inabitável
Passageira é outra rima fora de encontro
O tempo culmina quando não espreita

E sozinhos desfaçamos paradas
Quando aprendido é intervalo de abertura
Nosso manejo das gavetas
Para onde migramos calados

 

Creative Commons License
This obra by Leonardo Valesi Valente is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at www.lioh.arteblog.com.br/.
Permissions beyond the scope of this license may be available at leovalentebh@yahoo.com.br.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Leonardo Valesi Valente). Você não pode criar obras derivadas, nem fazer uso comercial da mesma.

permalink

Desencontro vento novo por aliviar embarcação  (Cotidiano) escrito em segunda 10 novembro 2008 03:17

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estibordo

Leonardo Valesi Valente

Montes Claros, 10 de novembro de 2008.

 

 

Aceitação

Um afeto se consagra

 

Artefato

Um arremesso me agarra

Embora tenha extermínio

 

Meu coração faz cortejo

No momento não recato a dor

 

Os dentes remendam

O fim desobedece

Tudo é um disparo

Meu rosto alicerça medo

 

Não tenho braço por onde parir

Calidez

Tampouco

Outro destino me destrouxe esmola

 

Ao pranto

Um verbo que me rasgue

 

Expressão

Deleite rasando euforia

 

Algum nome que eu não afogue

Uma saída bem joguei fora

 

Para amanhã

Casa ser balanço

na história do Céu

Se quem fiquei ainda venha reter rumo

Ou ilha nascendo dentro

 

Retrátil vista

De cima sem querer

 

Antes de fincar-me

Esquecimento vigora

Pedregulho já lasquei

 

 

 

Creative Commons License
This obra by Leonardo Valesi Valente is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at www.lioh.arteblog.com.br/.
Permissions beyond the scope of this license may be available at leovalentebh@yahoo.com.br.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Leonardo Valesi Valente). Você não pode criar obras derivadas, nem fazer uso comercial da mesma.

permalink

Medida de uma gente aprendendo colheita  (Fecunda Idade) escrito em sábado 08 novembro 2008 16:57

 

 

 

A Colher


Leonardo Valesi Valente

Montes Claros, 08 de novembro de 2008.

 

 

Leva no colo

Onde pelo mais fundo

Ecoa um sombrio asco

Que derramamentos lhe engasgam

E de lida oferece embargo

Às poças ilhadas em xarope

Enquanto trafega

Chega ao silvo

Mais lacrimoso de moço

Traz uma voz outra por calar

Entrega sobremesa rara

Resplandece e aprimora curvilínea

Feminina é sua mágoa

Afogando alma de toda dor

Deixa-se à mostra

Planície rastejando

Ela vai embora

Desce esquecida é um resto que embola

Aprimora colheita de reforma

Admira caber se não amola

Nenhum fim maior pra servir

 

 

 

Creative Commons License
This obra by Leonardo Valesi Valente is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at www.lioh.arteblog.com.br/.
Permissions beyond the scope of this license may be available at leovalentebh@yahoo.com.br.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Leonardo Valesi Valente). Você não pode criar obras derivadas, nem fazer uso comercial da mesma.

permalink

Reunia no corpo seu desacerto de todo dia ser  (Coexistir) escrito em terça 04 novembro 2008 03:02

 

 

 

O Incidentado

Leonardo Valesi Valente
Montes Claros, 03 de novembro de 2008.



Para aprender
Soterrar os entulhos
Espremidos com a saudade
O menino fez doce
Com a brasa viva
De abraços cor de alçapão
Que durante o dia suspendeu

No assovio
Quando ia correndo,
Ao rebento
De nuvem carregando,
Latejava dentro um sol sinistro.
Ele trouxe na palma da língua
O termo que a sílaba fletia:

-san-gria;
-lam-pa-ri-na;
-ar-ru-pia;
-en-tu-pi-do;
- de resto o que me valia.

Quando quis voltar
Cambaleante de tempero
Do ponto chama fez amargura
Ainda era alto nele
Um lampejo de cada voz
Sabia de si uma vistoria
Que os dias iriam desconfiar

Sua vez não tinha lida
Outra vida desassistia
A esquina escondia
Letra rodeando partilha
Sem réu de sentido
Não tinha, o menino, nada afinco
Brinquedo lhe parecia dependurar
Assopros de roncador

Na noite esconderija,
Antes de o sono confundir a vista,
Quis deitar toda suspeita
De que a vinda lá do asfalto
Sairia dele tal fuligem
Enquanto sua pele rompia
Chuvadinha em sete cruzes dançada

Indeciso não havia
De asa quebrada
Quem a ele depusesse suas armas
Peito calado
E pecado confiscado
Parar de amarrar linha...

Se de manhã
O assombro voltava
Em sua mão ponta de espora
Para rodar ao reduto
Alguma vela perfazia
Silêncio e cantiga
Brincar mais parecia
Um rombo igual ao prédio
Qual prendia sua pipa
Perdido desistia de pegar

Ia ligeiro cuidar da sede
Longe no pasto
Recolhia calma
Um pedido não vinha
Nem sua latinha
Enchia de pedra;
Que à marcha tirania:
- Oh menino entregue!

Seu arado desafinava
Momento outro cortina
O livro-rastro parecia um tio
Mesmo indo remendava...
“Tudo que vai fica aflito”

Um cavalo caindo pela beira:
- como ele não podia?
Pedra acudia
O fim de livrar.
Ali poderia
Deixar de acudir
P’ra então dar certo
Esta continha arretada
Que era desviver.



 

Creative Commons License
This obra by Leonardo Valesi Valente is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at www.lioh.arteblog.com.br/.
Permissions beyond the scope of this license may be available at leovalentebh@yahoo.com.br.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Leonardo Valesi Valente). Você não pode criar obras derivadas, nem fazer uso comercial da mesma.

permalink

Tempo no artista reflete a espera do desejo  (Fecunda Idade) escrito em segunda 03 novembro 2008 23:10

 

 

Sua Espera


Leonardo Valesi Valente
Montes Claros, 03 de novembro de 2008
.

 



Por onde
Olhos tomam corpo
Reféns de singelezas
(o tempo é cinza)
Ou simpatia
Traz à mostra
Sua fonte rima
Um corpo ditame
Resta da cor
... se já não tinta
Um dilema de revolta
Que à alma
Quer escuderia
E desce risco escombro


Por onde
Afetos moldam retiro seu
- de poesia um período casto!
O olho riste não solta
Se mais vaga
Aflito de esquecimento
Quer ir ao secreto
Que um atalho envolve:
Sou do tempo um martírio.
Acalma outro dia
Quando revive sina
Refletido e só
Todo vazio se esquece
Desespera
da
mente.

 

Para Yeda Arouche.

 

Creative Commons License
This obra by Leonardo Valesi Valente is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at www.lioh.arteblog.com.br/.
Permissions beyond the scope of this license may be available at leovalentebh@yahoo.com.br

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Leonardo Valesi Valente). Você não pode criar obras derivadas, nem fazer uso comercial da mesma.

permalink