Home Data de criação : 07/02/01 Última atualização : 09/01/07 23:43 / 497 Artigos publicados
 

Vida além que há de amor residente  (Algo Meu e Seu) escrito em quarta 07 janeiro 2009 23:43

 

 

Visionário

 

Leonardo Valesi Valente

 

  

 

tudo que tem no nome

da saudade

vai chegando em mim

ao derrame

de possuir sabor [poeira do tempo

de caminhar sorriso [voador de pensamento

que tudo me leva embargo adiante

em arredores do que te vivia aqui

onde mais te procuro

por querer me deixar

ser teu silêncio

imagem de chegar

tua idéia de vinda

esta sensação de partilha revigorar

que ainda tenho resto agraciado

e bem além

receber o mar que vai te banhar

pedaço com alívio que vai te durar noutro dia de paz

uma memória que te roube

volta à tardinha para dizer sobre a espera

funda que apavora a casa

afoga o quarto

emudece a janela de olhar para dentro de nós

ou escurece a chave da entrada

embora perdido eu quis mudar

levo-te se amanheço

enquanto abandono-me

refeito de ser em ti palavra

numa profusa concepção

cujo desejo sabe pegar

inteiramente pela falta vivida

que tenho ao te amar

assim distante

e em silêncio

agora

para ausência do sem fim.

 

  

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Tudo o que quero é desquerer um tanto  (Cotidiano) escrito em segunda 05 janeiro 2009 21:21


 

 

 

 

Sumidouro

Leonardo Valesi Valente

 

 

eu só me quero

indo embora

apenas espero outra hora

de sumir longe

e fora

ir mais adiante

sempre relutante

que me engano

seguinte

onde caio a caminho

faço respingo

sozinho

sou veste que derrama de todo ninho

trago ensejo

por efeito de vento

vou ligeiro

pegar afeto no rumo sem intento

se faz chegar

não importa

nenhum vão sofrimento

esta vida

despedaça

que de tão aflito

ainda perdi a graça

quando de qualquer lugar

vim

abrindo-me

qual brincador de rimar

 

 

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Sutileza feita para levar mais além  (Coexistir) escrito em domingo 04 janeiro 2009 02:07

Pormenor

Leonardo Valesi Valente

 

 

 

 

Aurora

Sempre

me arredondo

Quando reencontro

É outro tempo

minguado

Por debaixo

da porta

 

Um recado

Espalho alcance de um mesmo

semblante

Antes

Perduro guardado

Títeres e ventríloquos

Arquitetam meu silêncio

Que ainda amanheço

Inteiro

 

Retiro

De arremesso

Meu medo mais

Irrequieto

Desde ontem

requentado

Com o moinho

Lamparina de terreiro

 

Aceito roteiro

Viver aflige mistério

Se um verso

Fizesse refúgio de luz

Eu estaria nascendo

Assim descendência

Pra poesia me acertar

Sujeito inacabado

Vestido de tempo

Pregado ao som de plantio

 

Enquanto danço

Ao redor

De assovios ligeiros

Relevo dentro

Sentido de recanto

Vôo refém na sombra

Parentesco aloja

a colheita que revôo

 

Escrevo um fim

Trejeito princípio

Aliança

me percorre

Entendimento e bravura

Que insisto

em roer

Depois que aconteci

morto de todo desastre

na pequeneza

de esquecer

 

 

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Por onde poesia faz reencontro de vida  (Além de Fronteiras) escrito em sábado 03 janeiro 2009 04:07

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Expedito

 

Leonardo Valesi Valente

 

  

Quando à noite

Desperto-me imperito

Encontro

Um aterro

Por onde

Todo sonho

Desentende num caminho

Flagelo de eclodir vão

 

Onde espero

Deixo minguado

Um sofrimento alheio

Que diante ao apelo

Pela voz suadora de grito

Mais resguardo

Brandura retomada

De visco e mudez

 

Fato trago

Eterno desmembramento

Um destino esvaziado

Com medo de rever

Dentro do mundo

Exaspero

Se de aprumo

Lanço-me calado

Enquanto escrevo

Restos de apostos

Enterro de coser só

 

Nalgum deslize faço apelo

De morrer

Ou iludir

Desdito encruado

Volto ao profundo

Perdido de poesia pálida

Entulho na alma

Calha como esgoto diligente

 

Educandário não enfeito

Mérito em ousar

Ainda que colônia seja recriada

Ilhota pra ficar

É beira rameira

Esquecimento amola meu sonho

Que menos aviso

 

Desemboco a um dono emulado

Não agonizo tamanho ser

Lacuna é a roda

Que lasco quando acordo

Da vida fui recriado

Despedaço d’alma

Um lampejo desenleado

Desigualdade no poeta

Ausente de desejo soterrado

 

Ajo meu escrito solitário

Para não lograr

Esplendor ou juramento

Já que logo em frente

Recolho-me de volta ao leito

Lá tudo sangra ao nascer

Fiadilho ajuntando caos poético

Sem retorno de antepasto

E menos sei ter amparo

 

   

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Um veículo que carregue refinamentos  (Cotidiano) escrito em terça 30 dezembro 2008 11:04

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Natividade

Leonardo Valesi Valente

Timóteo, 30 de dezembro de 2008.

 

 

Todo desprendimento

Desonera um fim

 

Que de honra

Faço atalho

Pendurado na dor

 

Por me reter

Entendimento inteiro desatado

Vou rumando

Alguma história de renascimento

 

Enquanto tudo que não sei

Desentala os pés

Que me remoldam

 

Sozinho tenho plantio

À esquina comemoro

Endireitado em meu alívio

Com recomeço de sonhos

 

Se espero

É desde quando aceitei

Um vazio efeito de criar

 

Destino de mudança

Calado dentro do percurso

Que desapego sem ser

 

 

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